Fábrica de diplomas ou instituição de ensino séria?

01fev11

Que a educação no Brasil está em estado de calamidade pública, todos sabemos: gente saindo do ensino médio semi-analfabeta (ou analfabetos funcionais, como se costumou dizer), sem dominar as quatro operações básicas (só conhecem duas: ‘msn-orkut’); bacharéis em direito que não passam numa prova simples como a da OAB/SP (apesar do que dizem, é ela uma prova que exige o conhecimento mínimo para o exercício da profissão), enfermeiros que enfiam vaselina na veia dos pacientes, etc.

 

O que poucos sabem é que a educação vai de mal a pior em todos os níveis (público-particular; fundamental-médio-superior): a Universidade de São Paulo caiu 69 posições no ranking mundial de universidade; Hospital Universitário no Rio ameaçado por falta de manutenção em suas estruturas, MEC descredencia universidades e fecha cursos….a ‘coisa tá feia’.

A educação também é dever do Estado, mas novamente a omissão dele no cumprimento de suas obrigações constitucionais abriu brecha para entidades particulares explorarem a educação como um negócio, sem nenhuma preocupação com a função social da educação ou a qualidade do que ensinam. O que importa mesmo é que o rio de recursos continua fluindo. Continue lendo >>>