Funkeiros são condenados por ‘tapinha’

30mar08

atriz, campanha contra a violência 

A equipe de som Furacão 2000 foi condenada pela Justiça Federal de Porto Alegre a pagar R$ 500 mil de indenização pelo CD Tapinha, que incluía a música “Um Tapinha Não Dói”. A decisão foi do juiz Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Cível Federal, que entendeu que a música incita a violência contra a mulher. A indenização deve ser paga ao Fundo Federal em Defesa dos Direitos da Mulher.

O juiz afirmou que o “tapa” não é ato banal e inofensivo como retratado na música, mas que “causa dor física na vítima, além do abalo psíquico decorrente da humilhação que o gesto em si constitui”. Para ele, a “garantia constitucional da livre manifestação do pensamento, bem como da livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação não pode representar salvo-conduto para a violação de outros valores constitucionais”.
“Não agredi nenhuma mulher com minha músic””, defende-se MC Naldinho, autor e intérprete da canção. Ele explicou que a idéia da música surgiu num dia em que deu um “tapinha corretivo” em sua filha Karolyne, hoje com 10 anos, mas com 3 na época. Ela retrucou: “Pai, um tapinha não dói.” O funkeiro disse só gravou a música por insistência de um DJ que apostou no hit. Quando a canção caiu no gosto popular, disse o MC, ele se deu conta de que a interpretação era bem diferente do contexto em que a música surgiu, mas não se incomodou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Bol

Comentário:

Não é só esta música que ofende a mulher, rebaixando sua importância social. Várias músicas de funk tem conotação puramente sexual, vulgarizando a mulher, o que me agride pessoalmente.
Pior ainda é ver que muitas mulheres simplesmente permitem que isso ocorra, freqüentando os bailes que promovem tais músicas, adquirindo produtos de tais ‘músicos’ e até participando dos shows e gravando DVDs.
Tenho um primo chamado Diego que certa feita mostrou-me um DVD de funk, as letras das músicas eram simplesmente atrozes, mas o que mais me aborreceu foi ver as cenas das mulheres que ‘dançavam’ naqueles shows, exibindo seus corpos como pedaços de carne.

Quanto à música propriamente dita, por óbvio que a conotação era voltada para o sexo feminino, ao contrário do que afirma o grupo, isso considerando todos os elementos do hit, como a dança, a voz feminina no coral, tudo isso demonstrando que a conotação nada tem a ver com um castigo impingido à uma criança, só mesmo sendo completamente idiota para cair nessa!

Que me perdoem aqueles que apreciam o ‘gênero’ (perdoem nada, estou falando a verdade, pô!), mas funk não é música, é ‘cópula’!

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4 Responses to “Funkeiros são condenados por ‘tapinha’”

  1. 1 Alucard

    A essas praga de funkeiros nao prestam mesmo tinha que acabar com essa raça maldita, so sabem fazer besteira e todas as musicas sao voltada a putaria e criminalidade… falam mal das mulheres e elas mesmo se acridem com isso o povo burro. Vao escuta musicas descente pelo amor de Deus.

  2. 2 Alex

    Vixiiiiii…

  3. Viagem isso hein?

    Se seguirem essa lógica, mais puinções estarão por vir aí…

  4. O Juiz moscou nessa. A intenção da música ém retratar lance sado-maso.

    Quanto ao fato da exposição feito “carne no açougue”… bem, não estou defendendo, mas aquilo é exatamente o que aquelas garotas querem.

    Não teve o caso da retardada que ficou pelada no show pq ofereceram 500 reais?

    Res ipsa loquitor – As palavras falam, por si mesmas.