Confissão: Curso de atualização para padres

07mar08

 Confessionário Simpsons

Vaticano cria curso para ‘atualizar’ padres em confissões

Em mais uma tentativa para evitar a ‘debanda geral de fiéis’, a ICAR preparou um ‘curso de atualização em confissões‘ para os padres, que, segundo os críticos, não estão preparados para lidar com os fiéis arrependidos. O curso objetiva fortalecer o treinamento dos padres para que as relações com os fiéis sejam melhoradas.

Segundo a doutrina católica, a confissão é um sacramento e único meio capaz de propiciar a reconciliação do fiel com o divino, conforme previsto no Código de Direito Canônico, in verbis:

“Cân. 960: A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a
Igreja; somente a impossibilidade física ou moral escusa de tal confissão; neste caso, pode haver a reconciliação também por outros modos.”

Ocorre que a Igreja italiana enfrenta uma grande queda no número de fiéis que passam pela confissão, sendo que alguns culpam o desempenho dos padres que ouvem os pecados dos católicos.

Segundo críticos, os padres não estão preparados para lidar com os fiéis arrependidos. A Igreja Católica está ciente da insatisfação de alguns dos penitentes com os padres que ouvem as confissões.

Segundo os últimos dados:
– 30% dos italianos católicos afirmam que não é necessário ter um padre para a confissão.
– 10% dizem que a presença do padre “impede o diálogo direto com Deus”.
– 20% admitem que é difícil falar sobre seus pecados com outra pessoa.

Exemplos

O bispo Gianfranco Girotti, que lidera o tribunal Apostólico de Confissões e Penitências, afirmou que o sacramento da confissão está em “um grave estado de dificuldade”. Referido bispo é Regente da “Penitenciária Apostólica” ou Supremo Tribunal da Penitenciaria Apostólica, é um dos três tribunais da Cúria Romana. A sua competência concerne às matérias do foro interno e das indulgências.

Para o foro interno, tanto sacramental como não sacramental, ela concede as absolvições, as dispensas, as comutações, as sanções, as remissões e outras graças.

A mesma provê a que nas Basílicas Papais de Roma haja um número suficiente de penitencieiros, dotados das oportunas faculdades.

Ao mesmo dicastério é atribuído tudo o que concerne à concessão e uso das indulgências, salvo o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de examinar tudo o que se refere à doutrina dogmática a elas atinente.

O novo treinamento foi organizado pelo tribunal liderado por Girotti e inclui algumas representações de exemplos tirados da vida real, como pessoas divorciadas e os chamados “casais irregulares”, além de casais do mesmo sexo.

Para casais de divorciados que moram juntos e para casais de homossexuais, a Igreja Católica afirma que a absolvição pode ser dada apenas se os envolvidos transformarem o relacionamento em “amizade e solidariedade”.

Divorciados que se casam novamente não poderão receber a comunhão porque sua condição é vista pela Igreja Católica como estado permanente de pecado.

O bispo afirma que os padres precisam prestar atenção especial a estas pessoas, “principalmente se elas estiverem doentes ou com a vida em risco”.

Com católicos homossexuais, o bispo Girotti afirma que os padres precisam ser “justos” e “bons médicos espirituais”.

Quando os padres se depararem com “pecadores possuídos pelo demônio”, o bispo aconselha que tenham cautela e peçam a intervenção de um exorcista.

Fonte: BBC Brasil

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