O segredo dos Líderes I

12fev08

Lider 

1) Introdução:
A verdadeira liderança está baseada em quatro pré-requisitos:
a) Ser otimista – é necessário acreditar que as coisas podem e devem melhorar,
b) Ser capaz de sonhar – Nas palavras de Dee Hock, fundador e CEO emérito da Visa: não é fracasso deixar de realizar tudo o que podemos sonhar. Fracasso é deixar de sonhar tudo o que podemos realizar;
c) Ser sincero –A sinceridade é a base da credibilidade e se sobrepõe à persuasão astuta, ou lábia, como é mais conhecida;
d) Ser corajoso – Só a coragem libera o poder transformador de cada indivíduo, poder que vai transformar as organizações deste milênio.

Liderança e Equipe

2) Você quer ser um líder?
Então, mãos à obra Esse não é um dom que está gravado no gene. Com vontade e dedicação, qualquer um pode chegar lá.É um líder o sujeito que:
a) Faz com que as pessoas sob seu comando gostem de executar o que ele quer,
b) Consegue que subordinados queiram ajudá-lo e se sintam realizados com isso,
c) Na verdade, não tem subordinados. Tem seguidores. Ele não dá ordens, mas todo mundo faz o que ele deseja,
d) Consegue fazer com que as pessoas acreditem que o interesse delas e o dele é o mesmo,
e) Transmite segurança, confiança. Ele inspira lealdade. É confidente, faz com que as pessoas se sintam à vontade para falar a verdade,
f) Transmite senso de justiça. Ele toma decisões justas, não protege um ou outro. Todas as suas decisões e atitudes são transparentes,
g) Dá o exemplo. Se o expediente começa às 8 horas, ele chega às 8 horas. Numa campanha de corte de custos, não promove festas nem troca de carro,
h) Não precisa ser infalível. Mas precisa ter mais acertos do que erros,
i) Faz com que as pessoas sigam na direção da companhia e que essa direção seja transparente, justa e clara,
i) Sabe que não consegue fazer tudo sozinho. Mas não comanda pelo medo. As pessoas o seguem porque acreditam em sua visão.Pensando bem, o líder, tal como descrito acima, é um sujeito que não existe. Pelo menos não com todas essas qualidades juntas na mesma pessoa. Procure na bibliografia básica sobre líderes e liderança e você encontrará centenas de outras definições para esse cara com poderes quase sobrenaturais.
O profissional que reúne todas essas características ou parte delas vale ouro no mercado de trabalho. Ser líder não é só bom para ele.

A razão? Ele terá uma equipe que vai suar a camisa por ele e pela empresa. Isso é fabuloso para a empresa. Funcionários motivados são mais criativos, trabalham com mais vontade, dão o sangue pelo chefe e, portanto, pela companhia. Os líderes também são importantes para o cara que está abaixo dele. Ele vai gerar um ambiente de trabalho fértil para o desenvolvimento pessoal e profissional de todo mundo.
Ser líder é ótimo, acima de tudo, para o próprio líder. Ele vale cada vez mais no mercado de trabalho. Os testes de seleção das empresas vêm tentando detectar nos candidatos a emprego as características intangíveis de um líder. Nos escritórios dos recrutadores de executivos, esse pessoal tem sempre as portas abertas. Por que um líder é importante? Acima de tudo, porque o funcionário, por mais motivado que esteja, não está ligado à empresa. Ele está ligado diretamente à pessoas com quem fala, para quem apresenta suas idéias, de quem ouve uma palavra de apoio ou um resmungo de intolerância. Se acima de um funcionário criativo, competente e motivado estiver um líder, tanto melhor.

E você, conseguiu enquadrar-se nas definições como um líder? A boa notícia é que você pode mudar.
É preciso vontade, esforço, dedicação. Não há uma fórmula mágica nem um cursinho do tipo “vire líder em quatro sessões”. “Ser líder requer apenas motivação, habilidades de comunicação e alguns conhecimentos rudimentares sobre liderança”, diz Rex Campbell, professor da Universidade do Missouri e autor do livro ‘Leadership – Getting It done”, no qual se propõe a ensinar como desenvolver aquelas qualidades intangíveis que definem liderança ( O livro está disponível no aqui).

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8 Responses to “O segredo dos Líderes I”

  1. hnfb.;;;;;;;;;;;;;;;;;;tfrmkkkkkrffffffffrjkkkkffrrrrrrrrrrxzbv fgbnhnbnn
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  2. 2 junior

    isso é lindo

  3. André :
    Putz! Coisa desagradável: você volta sem que eu tenha oportunidade de preparar um cafezinho com pães-de-queijo? Desculpe minha falta de hospitalidade!

    1)Vc disse que: O nome disso é burrice administrativa. Tratando “razoavelmente” bem o empregado, a empresa desenvolve, pois eles (os empregados) trabalharão mais e melhor. reconhecimento é tudo. E isso não demandaria grandes investimentos.
    Talvez sim; talvez não.
    Do que você mencionou, tiro o seguinte:
    a) ‘tratar bem o empregado’ seria, para o empresário, uma espécie de ‘investimento’,
    b) o ‘retorno’ deste ‘investimento’ seria a maior dedicação do empregado (usando suas palavras: ‘trabalharão mais e melhor’).
    Não consigo imaginar pq, mas tuas palavras ‘trabalharão mais e melhor’ me fizeram recordar a máxima do cavalo ‘Sansão’ da ‘Revolução dos Bichos’. ‘Destá’ que depois descubro pq minha mente divagou neste sentido…
    Numa atividade que exige pouco treinamento, aliado à pouca ou nenhuma especialização, a alta rotatividade de mão-de-obra pode ser um forte elemento de maximização dos lucros.
    O exemplo e atividade deste tipo, já forneci (empresas de telemarketing), mas poderia fornecer outro: postos de combustível.
    Pense no perfil dos trabalhadores de tais empresas (operadores de telemarketing e frentistas).
    Tive oportunidade de ter em mãos um estudo de caso efetuado numa empresa de telemarketing que, como a maioria das empresas deste tipo, aplicava a Teoria Clássica da Administração (Taylor e Fayol). Com a aplicação de tais métodos, ditos ‘ultrapassados’, estavam auferindo incrível sucesso financeiro, a saber:
    • Fundada em 1999,
    • Atualmente possuía 54 mil funcionários,
    • 16 centrais próprias (7 delas em Capitais),
    • Administrando mais de 1,2 bilhões de contatos por ano.
    Incrível não?
    Veja a fonte: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=betha+s.a+teoria+cl%C3%A1ssica+da+administra%C3%A7%C3%A3o+call+center&meta=
    Palavras-chave: Call Center, Teoria Clássica da Administração, Normas de conduta e atuação.
    Procure no Google também como Betha S.A

    Assim, considerando a possibilidade de auferir lucros sem que seja feito o investimento (tratar melhor o empregado), o que poderia motivar o empregador a fazê-lo? Benevolência? Humanidade? Tenho comigo que a parte mais sensível do ser humano (infelizmente) é o bolso. Para quê gastar, se posso eu lucrar sem o fazer?
    Não obstante, faço uma importantíssima ressalva: NÃO compactuo com este tipo de pensamento.

    2) Marx nunca foi contra o capital. Qdo ele criou as bases do Socialismo Teórico, ele o imaginou como sendo um Capitalismo Avançado. E um Socialismo Avançado seria a essência do Comunismo (Teórico).
    Assim, se vc satisfaz necessidades básicas do empregado, de modo que ele desempenhe um bom trabalho e procure sempre melhorar, a firma cresce e o ganho se mantém em nível alto.
    Sobre o ‘Capitalismo avançado’ de Marx:
    Resumo e corrija-me se estiver errada, ok?
    Por efeito da concorrência, os capitais se concentrariam em um número de mãos cada vez mais restrito, o que permitiria aos proletários (que teriam se tornado numerosos em demasia) expropriar esse ‘punhado’ de capitalistas e tornar o Estado proprietário de todos os meios de produção.
    Considerações:
    a) o número de capitalistas médios e de pequenos proprietários tende, em geral, a aumentar, antes de diminuir. Se as grandes empresas tendem para a concentração, a pequena indústria não tende a desaparecer e a propriedade dos capitais (no caso das grandes empresas) tende antes a subdividir-se graças ao desenvolvimento das sociedades por ações.
    b) A doutrina marxista afirma que, uma vez instalado o coletivismo, teríamos uma era de igualdade e de justiça universais, porquanto o Estado não seria mais o órgão de uma classe e não haveria mais exploradores nem explorados. SÓ QUE, num tal regime, os governantes disporiam não só de poderes soberanos e da força pública, mas seriam ainda os administradores de imensa e única empresa econômica que compreenderia o Estado inteiro. Poderiam impor a cada indivíduo, de uma só vez a quantidade e o gênero de trabalho que eles deveriam produzir, o lugar em que deveriam colocar este trabalho e a retribuição a que teria direito.
    Para elaboração da resposta foi usado o texto de Gaetano Mosca como fonte de apoio.
    Imagina tal poder? Só para ilustrar, tenho eu um amigo que sempre diz:

    “O Poder corrompe; o Poder Absoluto corrompe Absolutamente”

    😉
    Agora, no que se refere à ‘utopia’ de Marx, você acabou por fornecer um excelente exemplo de duas frases que eu disse:

    “ A não-aplicação de uma teoria implica, necessariamente, na inutilidade dela? A aplicação de uma teoria, implica, necessariamente, no reconhecimento da qualidade dela (da teoria)?”
    “ Todavia, se é o homem capaz de usar seu intelecto para criar teorias/conceber idéias que possam mudar o estado de coisas, não sou eu quem atacará tais idéias em decorrência do fato de os detentores do poder não as utilizar “

    Finalizando: pelo visto (e não sei se concordarás com isso) nossos pontos de discordância são pontuais. Não é mesmo?
    Obrigada por enriquecer este espaço com teus comentários.
    Volte sempre!

    ET: quanto à sua última frase sobre a pedagogia, abstenho-me de comentá-la por absoluta falta de conhecimento sobre a área.
    Ouw! Esperarei o artigo sobre educação: fiquei curiosérrima (odeio ficar curiosa!) 🙂

  4. Salve, Miss Fátima.

    1) Vc disse que […]. Minha resposta:

    Sob a ótica de quem? De nós, reles mortais empregados, pois sob a ótica do empregador a qualidade gerencial tem a ver com o lucro que a gerência traz ao dono ou aos sócios-proprietários!

    O nome disso é burrice administrativa. Tratando “razoavelmente” bem o empregado, a empresa desenvolve, pois eles (os empregados) trabalharão mais e melhor. reconhecimento é tudo. E isso não demandaria grandes investimentos.

    Você S/A, Exame, Carta Capital & afins….bem como a revista RAE e o próprio curso de Administração…estão todos eles a serviço de quem ? Por óbvio que não ignora você a resposta: DO CAPITAL.

    Sim e não.

    Marx nunca foi contra o capital. Qdo ele criou as bases do Socialismo Teórico, ele o imaginou como sendo um Capitalismo Avançado. E um Socialismo Avançado seria a essência do Comunismo (Teórico).

    Assim, se vc satisfaz necessidades básicas do empregado, de modo que ele desempenhe um bom trabalho e procure sempre melhorar, a firma cresce e o ganho se mantém em nível alto.

    Relativamente ao Curso de Administração ou à todas as teorias administrativas já criadas, bem poucas foram originalmente concebidas para melhorar o estado das coisas, sob a ótica do empregador.

    Os Cursos de Administração está para o mercado empresarial assim como Pedagogia (perdoem o uso desta má palavra) está para a Educação: Um bando de acéfalos falando de teorias idiotas, há muito esquecidas por quem as proferiu, ditas num mundo irreal, desprezada por quem realmente é profissional da área, e que (infelizmente) recebe mais atenção do que merece.

  5. André

    Oi, novamente…

    1) Vc disse que “A qualidade gerencial de uma empresa é, ao meu ver (opinião MINHA), medida pelo modo como trata o faxineiro” .Minha resposta:

    Sob a ótica de quem? De nós, reles mortais empregados, pois sob a ótica do empregador a qualidade gerencial tem a ver com o lucro que a gerência traz ao dono ou aos sócios-proprietários!

    Mas, sendo humana e possuindo um mínimo de dignidade concordo contigo no que se refere ao tratamento que se deve dispensar a pessoas .

    Pessoas não são coisas, passíveis de rotulação, classificação, utilização e descarte.

    Mas não somos nós quem ditamos as regras; a separação dos humanos em ‘castas’ existia antes de nós e provavelmente continuará a existir apesar de nós.

    Todavia se é o homem capaz de usar seu intelecto para criar teorias/conceber idéias que podem mudar o estado de coisas, não sou eu quem atacará tais idéias em decorrência do desinteresse que os detentores de poder têm em utilizá-las.

    2) Não obstante, não é meu desejo ‘descambar’ para a hipocrisia.

    Você S/A, Exame, Carta Capital & afins….bem como a revista RAE e o próprio curso de Administração…estão todos eles a serviço de quem ? Por óbvio que não ignora você a resposta: DO CAPITAL.

    Relativamente ao Curso de Administração ou à todas as teorias administrativas já criadas, bem poucas foram originalmente concebidas para melhorar o estado das coisas, sob a ótica do empregador.

    Até mesmo as teorias Mayo, que supostamente buscava implementar ‘melhorias’ para os empregados, foram deturpadas no sentido de implementar melhorias nas vidas dos empregados desde que tais melhorias resultassem em maximização dos lucros para os proprietários ou sócios das empresas.

    Novamente quem manda? Os donos do capital.

    Mas isso também não é nenhuma novidade:
    a) O melhor da Monarquia não é ser Rei?
    b) O melhor da República-presidencialista não é ser Presidente?
    c) O melhor do Capitalismo….é ser capitalista!

    3) Quanto ao ‘modo de produção’ Capitalista.

    Por óbvio que não sou cega a ponto de ignorar todos os problemas nele existentes ou pensar que é o melhor sistema possível. Mas é o melhor que temos.

    Claro que sérias distorções teriam de ser solucionadas, como a estagmentação da pirâmide social que muitas vezes impede as pessoas de experimentarem qualquer ascensão. Não o ignoro, como também não ignoro que de certa forma, um sistema absolutamente socialista poderia ser algumas pessoas um excelente incentivo à indolência.

    É uma visão parcial, compreenda…impossível, num único comentário, observar todos os elementos envolvidos nesta questão, correlacioná-los e comentá-los.

    4) Agradeço sua nova visita e comentário.

    Abraços.

    🙂

  6. Eu entendi o seu ponto. Tal como acontece na Educação, os “tióriCUs” falam, falam, falam, mas não chegam no mundo real. Dificilmente, esses autores vieram de um emprego subalterno.

    Um sistema de gerenciamento eficaz se baseia num fato simples: Não encha o saco do empregado. Pague um salário quase justo (só quase, pq com a atual carga tributária, isso fica meio complicado), cobre dentro do aceitável (tb temos que convir que há muito funcionário preguiçoso), mas permita o funcionário desempenhar a sua função.

    O modelo brasileiro segue a linha do:

    “Funcionários são animais de carga. Exija o máximo por um salário ridículo. E com o atual índice de desemprego, ele que seja grato por vc ser bom o suficiente para dar-lhe um emprego.”

    ME chama muito a atenção as publicações como a Você S/A. mostram como algumas empresas tratam com mimo alguns funcionários, mas sempre de médio a alto escalão. A qualidade gerencial de uma empresa é, ao meu ver (opinião MINHA), medida pelo modo como trata o faxineiro.

    Será que os filhos deste poderão ser deixados na creche da empresa, junto com os netos do presidente ou dos diretores?
    Caiu uma cabine telefônica aqui (ficha é coisa do passado)…

    Eu preciso escrever algo a respeito dos “tiróriCUs” da Educação…

    Paulo Freire que me aguarde. 🙂

  7. André

    Boa-Tarde!

    Agradeço a recomendação literária.

    Quanto a seu comentário, não lhe contradirei, apenas saliento que na Administração as teorias raramente são aplicadas na prática; trata-se de um mundo teórico, ideal (como as coisas deveriam ser, não como elas realmente são).

    Todavia, hipoteticamente falando, se as sugestões contidas no texto (que não é de minha autoria) fossem acatadas, postas em prática, o ambiente corporativo seria muito melhor, não?

    Sendo mais específica ainda: as teorias de Taylor e Fayol foram verdadeira porcaria, sob o ponto de vista do trabalhador; mas sob o ponto de vista do empregador, foram verdadeira maravilha (pois possibilitavam a maximização dos lucros mediante a prática de submeter os empregados à uma quase-escravidão – note-se: ainda hoje tais práticas são utilizadas, especialmente em empresas de telemarketing).

    Onde quero chegar:
    1) A não-aplicação de uma teoria implica, necessariamente na inutilidade dela?
    2) A aplicação de uma teoria, implica, necessariamente no reconhecimento da qualidade dela (da teoria)

    Também levo em consideração que ‘generalizações são perigosas’. Eu ocupo um cargo de chefia e não sou uma ‘capetona-que-arranca-a-alma-dos-subordinados-depois-os-descarta’. 😉

    De qualquer forma, agradeço sua visita e comentário.

    Abraços.

    🙂

  8. Tudo isso é muito lindo. Mas qualquer um que está no mercado de trabalho sabe que a vida real não é assim. Não existem líderes: Existem chefes encapetados que farão de tudo pra sugar o seu último grão de energia, para depois ficar com as glórias e te jogar fora como bagaço de laranja.

    Sugiro o excelente livro O Princípio Dilbert, de Scott Adams. Ali vemos como o mundo empresarial realmente funciona, com uma pitada de sarcasmo.

    Recomendo. 😀