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11fev08

3) Chacinas e drogas
A riqueza secreta da fronteira floresce escondida em matagais, que só são visíveis em vôos de helicóptero, ou chega de avião em pistas clandestinas. A economia da região é movida pela maconha e pela cocaína, de acordo com o juiz federal Odilon de Oliveira. O juiz é o responsável pela condenação de muitos traficantes considerados “peixes graúdos” da fronteira. A maioria deles continua solta.

“Essa região se tornou muito importante para o tráfico internacional, porque agrega duas etapas diferentes do processo – tanto a produção da maconha quanto um entreposto para a cocaína”, afirma o capitão Oscar Chamorro, um dos coordenadores das operações da Senad. Desde a semana passada, Chamorro lidera uma operação para erradicação de plantações ilegais de maconha na região.

A Senad paraguaia, que atua com uma forte colaboração da inteligência da PF brasileira e do DEA (a agência anti-drogas dos EUA), afirma que a fronteira é a base de operações de muitos barões do tráfico monopolizando o negócio das drogas.

A maior chacina da região foi registrada em janeiro de 2002 e, de acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, foi fruto de uma guerra entre as quadrilhas de Carlos Cabral Árias, o Líder Cabral, e de traficantes ligados a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Vinte homens armados invadiram a fortaleza de Líder Cabral que fica bem na fronteira das duas cidades. Armados de fuzis e metralhadoras, abriram fogo contra tudo que se movia. Dez pessoas foram mortas em menos de 15 minutos, entre elas três pedreiros e Leonardo, o filho de três anos de Cabral, morto a caminho do hospital em decorrência de um tiro de M-16 na cabeça. Líder Cabral escapou pulando o muro e iniciou sua vingança. Nas três semanas seguintes à matança, 22 pessoas foram executadas na região de Capitán Bado, segundo os registros da Polícia Nacional do Paraguai.

Seis anos depois da maior chacina da região, a fortaleza de Líder Cabral é uma casa fechada bem na divisa entre Brasil e Paraguai. Seus muros ainda guardam as marcas do tiroteio como um alerta para a existência dos mortos que não fazem parte da estatística.

Fonte: Portal Terra
Veja Fotos do local

Para saber mais:
Crimes sob encomenda (pistoleiros)
Coronelismo

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