‘Cyber-viciados’ = vítimas do uso exagerado da ferramenta

31jan08

Esqueleto - morte - internet - vãio 

Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico

da Efe, em Nova York

Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e cigarro, outros são viciados em internet, fenômeno que especialistas americanos consideram um “problema psiquiátrico”.

A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como “distúrbio de adição à internet”, e estima-se que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários de computador padecem do mal.

Também chamado e “internet-dependência” e “internet-compulsão”, esse vício é verificado através de um comportamento de uso da internet que afeta a vida normal, causando estresse severo e afetando o relacionamento familiar, social e profissional.

Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao computador navegando na internet, enviando mensagens eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser considerada doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo especialistas.

A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de serviço especializado em vício em computador/internet da Universidade da Pensilvânia, verificou que um dos principais sintomas do distúrbio a constante preocupação por “estar conectado”, assim como mentir sobre o tempo que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social, dor na coluna e aumento de peso.

Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na área, “se o padrão de uso da internet interfere no cotidiano ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e com amigos, há algum problema”.

Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o Centro de Adição Online, onde há um grupo de apoio a “cyberviúvas”, ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou apostas via internet. Para Kimberly, os “cyberadictos” preferem o prazer temporário a relações íntimas e profundas.

“A infidelidade via internet é o maior problema que tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram são indivíduos ou parentes que sofrem suas seqüelas”, comentou Kimberly, autora de “Caught in the Net” (capturado pela rede).

Os viciados em internet costumam, segundo os especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir da realidade e se refugiar na rede.

Segundo Hilarie Cash, os cyberadictos tendem a padecer de outros males psicológicos como depressão e ansiedade, ou a superestimar problemas familiares e conjugais. E, de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras especializados em internet-adição, mais de 50% dos viciados na rede também são dependentes de drogas, álcool, tabaco ou sexo.

Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que não se pode colocar a internet no mesmo patamar que as drogas e o tabaco. “A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento e dependência’, ponderou a psicóloga Sherry Turkle, autora de “Vida na tela: identidade na Era da internet”.

Fonte: Folhaonline

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3 Responses to “‘Cyber-viciados’ = vítimas do uso exagerado da ferramenta”

  1. Boa-Tarde, Sr. Henrique

    1) Sobre a natureza do site:
    a) Fornecimento de informações = Necessário, Henrique, que tenham em mente que o brasileiro tem o costume de se ‘auto-medicar’ e, com a Internet, muitas pessoas buscam nela informações sobre diagnósticos e prescrições. Assim, é necessário muito cuidado com: a.1) as informações que serão prestadas, a.2) qualificações profissionais de quem as presta,
    b) Prestação de serviços = Se o site também se propuser a prestar serviços de saúde, então entre o internauta usuário, o internauta ‘cadastrado’ e os responsáveis pelo site, estará estabelecida uma relação de consumo. Novamente há de se ter muito cuidado no trato de tais questões, haja vista que:
    b.1) internauta usuário consumidor = o estabelecimento de ‘termos e condições de uso’, com relação a este usuário, será considerado um contrato de adesão (não passível de negociação) e, se neste contrato existirem cláusulas abusivas (que causem desequilíbrio na relação consumidor-usuário e prestador de serviços-usuário cadastrado e responsáveis pelo site) tais cláusulas podem ser anuláveis, posto que leoninas.
    b.2) será necessário registro nos órgãos competentes (no caso especificado: prestação de serviços de saúde).

    2) ‘Termo e condições de uso’
    Muitos sites criam um campo para adesão (ou não adesão) aos termos e condições de uso e o fazem a fim de, ao mesmo tempo que se precavem contra abusos de uso (ou responsabilização cível e penal), facilitam a vida do usuário, que não tem de passar por qualquer espécie de burocracia.
    Todavia, se o interesse de vossas senhorias é fazer um trabalho sério, tendo como colaboradores pessoas sérias, minha recomendação (se me permite fazê-la) é a criação de um registro baseado em:
    a) pré-cadastramento via e-mail = o usuário interessado responderia a um questionário (que incluísse, inclusive, qualificações profissionais) e o enviaria via e-mail,
    b) termo de uso disponível para download = criação de um link no próprio site, onde o usuário interessado em se cadastrar pudesse baixar o arquivo.
    c) Envio do termo via correios = após o download, o usuário assinaria o documento, reconheceria a firma (verdadeira e não por verossimilhança) em cartório (não há necessidade da presença de um advogado para tal), juntaria documentos (como comprovantes de formação, especialização e locais onde poderia esta pessoa-usuário que deseja se cadastrar – ser localizada.

    Justificativas para tal burocracia:
    d) Filtragem = só cumpririam tais procedimentos pessoas realmente interessadas em colaborar com o dito site de forma efetiva e responsável,
    e) Garantia = os responsáveis pelo site teriam certeza das reais qualificações daqueles que restarão informações sobre saúde, evitando falsos médicos, enfermeiros et e al,
    f) Responsabilidades civil e penal = a responsabilidade pelas informações prestadas recairia sempre sobre o profissional que as prestou, evitando a responsabilização dos responsáveis pelo site, bem como os reflexos de tais responsabilidades em seus patrimônios individuais,
    g) Segurança do usuário do site = o usuário do site (pessoa que nele irá buscar informações sobre saúde) seria protegido de informações inverídicas hipoteticamente capazes de lhe trazerem prejuízos, por vezes, irrecuperáveis.

    3) Registro do Termo e condições de uso em cartório.
    Sim, é aconselhável o registro de tal documento em cartório. Não, apesar de recomendável, não é obrigatória a presença de um advogado. Procure o Cartório de Registro de Títulos e documentos mais próximo de sua localidade.

    4) Recomendações ‘especias’
    a) sempre que algum usuário (prestador de informações) se declarar médico, requeira o número do CRM e confira as informações no site (do CRM, busque ‘médicos cadastrados’). Em são Paulo o endereço do CREMESP é http://www.cremesp.com.br/),
    b) Coloque em letras bem visíveis no site ‘PROCURE SEMPRE ORIENTAÇÃO MÉDICA’,
    c) procure a Secretaria de Saúde de sua localidade.

    5) Legislação
    Relativamente à Internet, nossa legislação é bem pobre e todas as questões são solucionadas com a ‘colmatação de lacunas’ mediante o uso dos demais codex (civil, penal, e legislação ordinária). Assim, não possuo nenhuma lei específica a te indicar.
    6) Advogado
    É recomendável sempre a busca por profissional qualificado, assim, apesar de ser possível que Vossa Senhoria ‘toque a empreitada’ sem o uso deles, por segurança, recomendaria que consultasse um (uma simples consulta não é tão cara assim – R$ 169,85 – e pode evitar muitas ‘dores de cabeça’, consulte tabela de honorários para que tenha uma idéia http://www.oabsp.org.br/tabela-de-honorarios/ e http://www.oabsp.org.br/tabela-de-honorarios/ ).

    Espero que as informações tenham sido úteis.
    Desejo-lhe um excelente domingo.

  2. Bom dia, Sra. Fátima.
    Estou desenvolvendo um site sobre informações em saúde.
    Para o internauta de cadastrar, primeiro ele precisa concordar com o documento “Termos e condições de uso” do site.
    Diante disto, gostaria de saber se tenho que registrar tal documento em cartório. Se sim, existe a obrigatoriedade da presença de um Advogado para isto? Alguma recomendação em especial? Alguma lei a respeito disto?
    Desde já agradeço,
    Henrique Braga

  3. Cuidado com a internet, hehehehe…