
Parece que o velho deitado ditado “O hábito não faz o monge” não faz sentido algum para alguns. E à você, leitor? Importa mais o rótulo do ‘produto’ ou o seu conteúdo? Faz alguma diferença à você se um médico usa ou não roupa branca? Julgaria a capacidade dele pela sua vestimenta?
Se sua resposta for positiva, inverta esta equação: admitiria ser julgado com estes mesmos critérios?
Veja que interessante: um juiz suspendeu uma audiência trabalhista por um motivo que à meus ouvidos soa como pura discriminação: o trabalhador calçava chinelo de dedos. Isso mesmo!
O caso está agora nas mãos do Conselho Nacional de Justiça em virtude de uma representação formulada pelo advogado Olímpio Marcelo Picoli (que representava o trabalhador na audiência) e pela OAB, subseção de Cascavel; pedem eles a apuração de responsabilidade disciplinar do juiz, que adiou dita audiência por considerar o calçado do trabalhador “incompatível com a dignidade do Poder Judiciário”.
Filed under: Administração Pública, Atualidades, Ceticismo, Comportamento, Cultura, Direito, Direito Constitucional, Direito Internacional, Direito Trabalhista, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Governo, MPúblico, Notícias, OAB, Opinião, Sociedade, Tribunais, Utilidade Pública | Closed