Religião – Teologia comparada – Mitos religiosos
Texto de Fátima Tardelli
Colaborou: André Carvalho
(web page: http://ceticismo.wordpress.com/ )
É tarefa relativamente fácil imaginar como foi o quotidiano dos primeiros homens: antes que dominasse a tecnologia de agricultura (mesmo que forma rudimentar), a terra se mostrava inóspita e pouco propensa a fornecer o quanto necessário à sobrevivência humana; por carecerem de explicações plausíveis, as forças da natureza (trovões, chuvas, p.ex) causavam-lhes verdadeiro terror; a morte (realidade natural), envolta em mistérios; tudo contribuindo para a criação de uma atmosfera ‘mágica’ onde o desconhecido travestia-se de ‘divino’.
Atendendo à necessidade de fornecimento de explicações a tais fenômenos, o animal humano criou uma série de ‘mitos’ e assim foi com todas as civilizações existentes; todos os agrupamentos humanos, de uma forma ou outra, criaram mitos que explicavam tanto os fenômenos naturais quanto a criação do homem.
Uma sumária análise de tais mitologias proporciona ao leitor a percepção da existência de elementos similares (de ‘mitos’) nos mais díspares ou distantes grupos humanos.
A exemplo citamos:

a) o mito da criação do homem pelo barro, por uma força divina – ao contrário do que muitos crêem, tal concepção não é exclusiva da mitologia hebraico/cristã[1], podemos encontrá-la, exemplo, na mitologia de um povo africano denominado iorubà[2], bem como na mitologia grega. Enquanto o deus hebraico Yaveh teria criado o homem da terra, o deus ioruba Oxalá teria criado o homem do barro, mesmo tipo de criação que teria sido efetuada pelos deuses na mitologia grega.[3].

b) o mito do dilúvio (impossível de ter ocorrido*), tanto na mitologia hebraica (deus Yaveh) quanto na inca (o deus inca Viracocha teria ordenado aos homens que vivessem em paz/ordem/respeito, mas a desobediência humana teria levado o deus a despejar sobre os homens um dilúvio, no qual todos teriam perecido).
c) o mito do jardim do éden (local onde o homem vivia feliz, livre da dor e do sofrimento e sem precisar viver à custa de seu trabalho) é deveras semelhante à Idade de Ouro da mitologia grega[4] (onde o deus Crono, apesar de violento, presidia uma raça de homens que também não precisava trabalhar, pois a terra, mesmo não sendo cultivada, produzia fartamente o necessário à sobrevivência humana – curioso notar que na narrativa, cita-se que os homens não necessitavam de roupas).
da ‘queda’ do elemento masculino – conceito encontrado tanto na narração do ‘pecado original’ (Adão e Eva), descrito na mitologia hebraica, quanto na mitologia grega, onde Zeus teria criado uma criatura irresistivelmente encantadora que causaria a desgraça dos homens[5] (Pandora).
e) mitologia relativa a um salvador do povo escolhido – podemos encontrá-la na figura de Moisés, essencialmente semelhante à figura de Obaluayé, figura que teria sido atirada a um rio por sua mãe (Nana Buruku) e resgatada por uma outra deusa (Yemója)[6].
O homem sente extrema dificuldade em abandonar a crença na dicotomia entre o bem e o mal, expurgando sua própria natureza, que, a nosso ver não é essencialmente boa ou má, apenas a atuação do ser humano se concentraria na busca do prazer e da maior distância à dor. O abandono desta crença equivaleria a livrar-se dos ‘grilhões’ (crença em mitos espetaculares).
A ‘criação’ de heróis/deuses, sejam eles ícones religiosos ou não, busca o atendimento da necessidade humana de crer que sua essência é boa, similar à do herói-deus (feito à imagem e semelhança).
[1] Vide Gênesis
[2] PRANDI, Reginaldo, Deuses africanos no Brasil: uma apresentação do candomblé
[3] POUZADOUX, Claude, Contos e Lendas da Mitologia Grega, São Paulo, Ed. Cia das Letras, p.15
[4] Idem, p.13
[5] Ibidem, p.14
[6] PRANDI, Reginaldo, A dança dos encantados, e Deuses africanos no Brasil: uma apresentação do candomblé
[7] POUZADOUX, Claude, ob cit, p.26
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como vc e idiota
Está se olhando num espelho?
acheii mara adorei esses mitos graças a esse site tirei 10 na prova de emsino religioso
nossa esse homem sabe o q diz pois ele tem aquele negocio bem pequenininho q eu fiquei ate procurando,mas so achei um pedaço daquele fio(q voce sabe qual e)
nao tem nem pentelho para contar historia.
meu nome voce sabe, entao um beijinhoooooooooooooooo
toma uma bomba para ver se creçe um pouco pelo menos
thau adorei postar esse comentario
mmmmmmmmmmmmaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
mito grego é um bicho axatado
Gostei muito de sua pagina,estou fazendo um mtrabvalho de religião para a escola e ajudou muito,
obrigada.
Pouco adianta criticar as religiões sem oferecer alguma coisa em troca. E a coisa em troca tem que ser melhor do que aquilo que combatemos, rejeitamos ou queremos exterminar.
Até porque, apesar do conhecimento científico ser infinitamente superior à teologia religiosa; do ponto de vista moral, afetivo e funcional, a fé (como moeda de troca para ir para o céu), a ilusão de vida eterna e o conforto de um pai protetor, são muito mais interessantes do que o problemático, caro, corporativista e difícil ateísmo.
Quando um místico vai a Igrejas, ele estaria necessitando de afeto, de conforto, de alguma explicação agradável… Mas tudo o que os ateus oferecem é um mundo egoísta, frio, competitivo, solitário, extremamente intelectual e onde só se vive uma única vez…
Sabe por que os místicos tem dificuldade de fugir da prisão religiosa?
Embora a habilidade que os céticos possuem de alterar suas convicções de acordo com a realidade, seja uma capacidade poderosa, preciosa e uma “alta função do cérebro”, que pode chegar a superar algumas das urgências biológicas mais fundamentais.
Pois os céticos possuem a habilidade de correr riscos e consegue passar por cima de trituramentos mentais que poderiam ser assustador para os imaturos.
Sabe por que é tão comum o místico acreditar em entidades?
No místico o “Instinto de seguir o líder”, os seus “Sistemas de recompensas docérebro” e o “Alarme universal”que nos faz questionar “Quem vem lá?” Poderiam transbordar e fazer com que o individuo místico, imaturo ou sofrido, venha se agarrar na suposta existência de algum agente invisível, que interagiria com os humanos…
Até porque, no “Adapte-se ou morra” da vida seria comum que os muito sensíveis, confusos, pouco adaptados, místicos ou desqualificados, se agarrem à magia, aos sonhos, a suposta recompensa após a morte, ou se refugie em algum mundo virtual.
Já ficou evidente que os crentes se agarram às religiões por misticismos ou porque os cérebros dos mesmos seriam “diferentes” dos que sempre resolvem suas angústias usando a lógica e a razão.
Pois o cérebro dos místicos não seria comandado pela lógica, mas sim, pelas superstições. E teria necessidade de acreditar num mundo milagroso que supostamente interagiria com a capacidade, os desejos e a “realidade” do místico.
Lisandro Hubris do Ateusbr
v
Gustavo:
Tristeza verdadeira sinto eu em saber que a falta de conhecimento leva muitos a crerem fielmente em mentiras e descalabros.
Mas obrigada por sua visita e por seus profundos comentários.
Que tristeza
é uma bichera